Sobre Aprendizagem Criativa
A Aprendizagem Criativa é a abordagem pedagógica central que orienta as atividades presentes neste Portal. Inspirada nas pesquisas de Seymour Papert e Mitchel Resnick, ela busca ir além da memorização, colocando o estudante como protagonista do seu próprio conhecimento. Seu objetivo é fomentar a capacidade de gerar ideias novas e originais, resolver problemas de forma inovadora e criar produtos autênticos e significativos.
Esta abordagem encontra suas raízes em conceitos do Construcionismo, que defende que o conhecimento é ativamente construído pelo indivíduo por meio da experiência, da exploração e da interação com o mundo e com os pares. Nesse processo, o erro é compreendido como uma parte funcional e essencial do aprendizado, e não apenas como uma falha. O portal, por sua vez, busca fomentar a Aprendizagem Criativa por meio de recursos intuitivos. Para guiar a aplicação prática, Resnick (2015) estrutura a Aprendizagem Criativa em quatro pilares essenciais, conhecidos como os 4 Ps:
Pares (Peers): O ambiente colaborativo é fundamental, permitindo que os alunos troquem ideias, compartilhem experiências e reforcem o aprendizado mútuo.
Projetos: A aprendizagem acontece através de experiências significativas e autênticas, nas quais os estudantes se envolvem com problemas reais.
Pensar Brincando (Playful Thinking): Estimula-se a criatividade incentivando os estudantes a questionarem perspectivas e a pensarem fora do senso comum.
Paixão: O ensino prospera quando os alunos sentem interesse, significado e propósito naquilo que estão aprendendo.
O Portal Educa-TE foi projetado para auxiliar os docentes a aplicarem esses princípios, oferecendo uma estrutura conceitual e um repositório de atividades que integram conhecimentos tecnológicos e competências disciplinares.
O que é SmartMotors
O SmartMotors é um kit de robótica educacional fechado que visa fornecer uma nova opção para mediações e atividade tecnológicas aos estudantes. Ele combina os princípios do Arduino, no Brasil, e do ESP32, nos EUA, com componentes eletrônicos simples e de baixo custo, proporcionando uma experiência acessível aos alunos. Conforme Valente (2009) destaca, “a democratização do acesso às tecnologias é fundamental para promover a inclusão digital e garantir a igualdade de oportunidades de aprendizagem”.
Fazendo uso dos recursos embarcados e com uma aparência mais amigável aos professores de diferentes áreas e estudantes que não estão familiarizados com placas e componentes de eletrônicas, este recurso propõe facilitar o uso de sensores e motores através de uma função de aprendizado que pode ser feito sem programação por parte da turma. No momento, a versão conta com um botão, um sensor de luminosidade LDR (Light Dependent Resistor). Uma das premissas dessa pesquisa visa ampliar e modularizar mais recursos. O sistema funciona com um botão de “Aprender”, quando pressionando uma vez o sistema realiza a leitura e guarda as informações que ocorreram até o próximo pressionar do botão. Ele faz isso para assumir como métrica de comportamento. Quando pressionado uma segunda vez o botão “Aprender” o kit irá se comportar com as métricas que foram ensinadas.
Um exemplo prático, no contexto de uma janela inteligente, que fecha automaticamente a noite e abre durante o dia. Ao pressionar uma vez o botão “Aprender” o sistema irá recolher o que acontecer. Manualmente podemos cobrir o sensor de luminosidade com a mão e mover o motor para fechar a janela. Repetimos o processo para o dia, quando o sensor estiver recebendo mais luz, movemos o motor com a mão para abrir a janela. Quando pressionar uma segunda vez o botão “Aprender”, o kit irá se comportar como aprendeu, ao baixar a luminosidade captada pelo sensor LDR a janela irá fechar e ao aumentar a luminosidade, a janela abre.
Como surgiu esse recurso
O projeto originalmente foi desenvolvido na Universidade Tufts (Tufts University), é uma universidade privada de pesquisa em Medford/ Somerville, Massachusetts, nos Estados Unidos. Em sua proposta inicial, ele foi produzido com uma placa chamada MicroBit, uma tela colorida de cristal e alguns outros recursos. Se reproduzíssemos esta proposta no Brasil, teríamos um kit de aproximadamente 2.500,00 reais de investimento, além da mão de obra de construção. Em virtude do mercado americano acaba não sendo um custo tão inflacionado, quando fazemos uma relação com o cenário vivenciado pelos brasileiros.
Em parceria com o IFRS – Campus de Porto Alegre (Instituto Federal do Rio Grande do Sul) o projeto tem sido pesquisado para ser nacionalizado. Usando outros recursos mais acessíveis no mercado brasileiro e já difundido em muitas iniciativas públicas em anos anteriores. Fazendo uso de dois modelos, um com base em Arduino e outro modelo baseado no ESP32, o objetivo é desmitificar o uso desses recursos pelo público mais leigo da área, como professores das mais diversas áreas e jovens. Por se tratar de uma pesquisa ampla e envolvendo diversas pessoas e locais, este material terá um foco maior no modelo baseado no ESP32.


Como produzir um SmartMotor de Arduino
Acesse a plataforma ThinkerCAD para conferir o esquemático eletrônico e programação e simulação:
https://www.tinkercad.com/things/68Pt99cca3J/editel
